domingo, 11 de novembro de 2007
FOGORDO, O CHURRASCO:
Saudações Alvinegras.
Abraços.
BOTAFOGO VENCE O PARANÁ E AINDA SONHA COM LIBERTADORES:
Parece que alguns jogadores do Botafogo sentiram o clima de despedida e resolveram dar um presente à torcida. Com uma boa atuação no segundo tempo, o Botafogo venceu por 3 a 2 o Paraná, neste sábado, em sua última partida no Maracanã em 2007.
Dodô, autor do primeiro gol, disputou seu último jogo pelo Alvinegro no estádio. Juninho, que marcou o segundo, pode ter feito o mesmo, já que talvez seja negociado no final do ano.
Com o resultado, o Botafogo chegou a 53 pontos mantém uma pequena chance de chegar à Libertadores. Além disso, voltou a vencer no Maracanã após quase três meses.
No início da partida, o desinteresse do Botafogo falou mais alto do que o desespero do Paraná. Em ritmo lento, as duas equipes não conseguiam construir jogadas perigosas, deixando a torcida presente ao Maracanã insatisfeita.
Dodô teve uma boa chance aos quatro minutos, finalizando de forma displicente um cruzamento pelo lado esquerdo. Fora isso, o Botafogo levou pouco perigo ao gol de Gabriel, que realizou uma defesa importante num chute de Zé Roberto.
Do outro lado, Roger fez menos defesas ainda. Inclusive, apenas olhou um cruzamento de Vandinho que tocou seu travessão aos 26 minutos. Josiel, seu companheiro de ataque e artilheiro do Brasileiro, esteve muito bem marcado na primeira etapa, seja por Túlio ou Leandro Guerreiro.
Preocupado com a falta de criatividade do Botafogo, Cuca fez uma substituição aos 33 minutos da primeira etapa. Ele tirou o inoperante Thiago Marin, que havia atuado mal no último domingo e foi novamente titular, e colocou Adriano Felício, que deu mais velocidade, e deslocou Zé Roberto para a ponta esquerda.
A substituição alvinegra deu resultado efetivo logo no início do segundo tempo. Após fazer bola jogada pela ponta esquerda, Zé Roberto cruzou na medida para Dodô pegar de primeira e abrir o placar para o Botafogo, aos dois minutos.
Embalado, o Botafogo continuou a pressionar e a mostrar a futebol bonito que caracterizou a equipe em 2007. Mas o segundo gol nasceu em uma jogada de bola parada. Juninho cobrou falta de longe, a bola desviou e entrou no lado esquerdo do goleiro Gabriel, aos 12 minutos.
O Paraná assustou aos 20 minutos, quando Josiel marcou seu 20º gol no Campeonato Brasileiro após completar um cruzamento rasteiro que a zaga do Botafogo apenas olhou. No entanto, a preocupação foi rápida. Dois minutos depois, Adriano Felício fez boa jogada na direita e rolou para Lucio Flavio que chutou rasteiro, deslocou o goleiro e fez o terceiro gol.
Quando o Botafogo achava que levaria o jogo tranqüilamente até o fim, o Paraná voltou a causar transtorno. Em uma rápida jogada pela esquerda do ataque paranista, Giuliano recebeu em tocou na saída de Roger e fez o segundo dos visitantes.
Nos minutos finais da partida, o Botafogo desperdiçou três boas oportunidades de gol, todas com Dodô. A torcida alvinegra,inconformada com a possível saída do artilheiro, gritou o nome de André Lima, que deixou o clube em agosto.
FICHA DO JOGO: BOTAFOGO 3 x 2 PARANÁ
BOTAFOGO:
Roger
Leandro Guerreiro
Juninho
Renato Silva
Joilson
Túlio
Diguinho
(Coutinho)
Lucio Flavio
Thiago Marin
(Adriano Felício)
Zé Roberto
(Magno)
Dodô
T: Cuca
PARANÁ
Gabriel
Leo Matos
(Alex)
Nem
Neguette
Paulo Rodrigues
Goiano
Jumar
(Giuliano)
Batista
Robson
(Lima)
Josiel
Vandinho
T: Saulo de Freitas
Gols: Dodô, aos 2, Juninho, aos 12, Josiel, aos 20, Lucio Flavio, aos 22, Giuliano, aos 32 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Diguinho (Botafogo); Nem, Jumar, Leo Matos (Paraná)
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (Fifa-RS)
Auxiliares: Luiz Carlos Teixeira (BA) e Eduardo Lincoln Neves (RN)
Data: 10/11/2007
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 9.916 pagantes
Renda: R$ 141.053,00
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
COISAS QUE SÓ ACONTECEM AO BOTAFOGO: FOGÃO CAMPEÃO DA COPA CONMEBOL DE 1993.

... O início da década de 90 foi promissor para o Fogão. Após quebrarmos o jejum em 1989, fomos Bi-Campeões em 1990, quase fizemos a final de 1991 contra o Fluminense(perdemos um jogo extra pra urubuzada) e fomos vice-campeões do brasileiro de 1992. Tudo isto na gestão de Emil Pinheiro, o presidente que mesmo ganhando não era unanimidade por ser ligado ao "jogo do bicho". Pra mim foi, juntamente com o Carlos Augusto Montenegro, uma das pessoas responsáveis pelo Botafogo ter deixado de ser motivo de chacota e recuperado sua auto-estima e a do torcedor no cenário futebolístico nacional.Todavia, Emil Pinheiro estava bastante desgastado perante o conselho deliberativo do clube e ao mesmo tempo era indiciado pela justiça e, diante de tanta ingratidão, simplesmente deixou a presidência do clube. Na época cheguei até a ficar com raiva do "seu" Emil, mas depois entendi os motivos que o levaram a tal. O Campeonato Brasileiro de 1992 havia acontecido no primeiro semestre e o Estadual viria a ser disputado no segundo.O que me deixou muito aborrecido foi que quase todos os jogadores pertenciam ao Emil e ficamos apenas com Sete jogadores do clube no elenco. Como iríamos jogar o Estadual?
Assumia a presidência Mauro Ney Palmeiro, botafoguense renomado, que na época era vice-presidente do clube. Caixa zero, sem elenco, dívidas pra caramba, assim estava o Fogão sem Emil, que era o cara que injetava do próprio bolso pra manter as contas do clube em dia.
Não preciso nem dizer que tivemos participação pífia naquele estadual!
E vem 1993,o time com contratações desconhecidas e muitos juniores promovidos ao profissional, inicia mais um campeonato estadual, que agora havia voltado ao primeiro semestre, coisas do futebol brasileiro.
A campanha foi desastrosa. Disputamos 6 clássicos,perdemos 5 e empatamos 1. Após o estadual ainda teve o Torneio Rio-São Paulo, em que vencemos apenas 1 jogo, contra a Portuguesa, empatamos 2 e perdemos 3. O Que esperar da Copa Conmebol(atual Copa-Sul-Americana), competição recém criada que envolvia times de vários países da América do Sul?
Em simultaniedade com a Conmebol, se iniciava também o Campeonato Brasileiro, onde mantínhamos a média anual e muito mais perdíamos e empatávamos do que ganhávamos. Pra se ter uma idéia, 32 times disputaram aquele Brasileirão e nossa colocação final foi 31°! Sorte que não havia rebaixamento naquele ano!
O Botafogo trouxe para dirigir a equipe, o capitão do Tri de 1970 da SeleçãoBrasileira, Carlos Alberto Torres,vulgo "técnico bombeiro".O sistema era eliminatório, em partidas de ida e volta, e não tinha aquele negócio de gol fora valer dobrado para desempate.
Começamos a competição enfrentando o Bragantino de São Paulo, time que era o São Caetano da época, tinha sido campeão paulista, vice-brasileiro de 1991 e ficou entre os finalistas de 1992. Vencemos as duas partidas, uma por 3 a 1 e a outra por 3 a 2. Passamos assim para as Quartas de Final.
Tínhamos agora pela frente o Caracas da Venezuela, que apesar de não ter tantas tradições no futebol, tratava-se de um jogo internacional. E me perguntava: Como se comportará esse time inexperiente no exterior? Para minha felicidade se comportou muito bem, vencemos dentro da casa deles por 1 a 0. Foi sofrido, mais vencemos! No jogo da volta, jogamos muito bem e aplicamos 3 a 0 no memorável estádio de Caio Martins em Niterói.
Era inimaginável.Como que aquele time que só desandava a perder no Brasileiro havia jogado 4 partidas e vencido todas na Conmebol? E veio a ducha de água fria...
Semi-Final da copa, o Botafogo encarava o Atlético-MG, atual campeão da competição,na primeira partida no Mineirão. A torcida que estava começando a ficar empolgada com aquela situação se decepciona: 3 a 1 pro Galo. Para muitos o fim, para mim não.
Na semana que antecedeu o jogo de volta, compareci a dois treinos da equipe e senti muita união naquele grupo. Carlos Alberto Torres mais conversava do que propriamente treinava com os jogadores. E eles ficavam visivelmente emocionados com o discurso do Capitão.
Chega o dia do jogo, uma Quarta-Feira chuvosa no Caio Martins. O Atlético-MG entra em campo exclusivamente para se defender, e o Fogão tem seríssimas dificuldades para furar aquele bloqueio.Todavia o adversário não suportou a pressão e Sinval(Artilheiro da competição com 8 gols) abriu o placar para o Glorioso. Rogério Pinheiro, zagueiro, fez o segundo. O placar de 2 a 0 levava a partida para os pênaltis, mas o Fogão não parou de atacar no segundo tempo, dando chance inclusive a tomar um gol e ser eliminado, mas o Atlético estava visivelmente abalado com aquele placar e cada vez se defendia mais. No finalzinho da partida, a recompensa: Eliel, atacante, arremata para as redes: Botafogo 3 a 0 e classificação para a final garantida. Sensacional!!!
Pegaríamos na Final o Peñarol do Uruguai,até então 39 vezes campeão uruguaio, 5 vezes campeão da Taça Libertadores da América e 3 vezes campeão do mundo(copa toyota). Sinceramente,nessa eu não acreditava.
O primeiro jogo estava marcado para Montevidéu, na casa deles, e o Botafogo entrou em campo com a seguinte escalação: Willian"Bacana", Eliomar, André, Rogério Pinheiro e Clay; China, Fabiano, Perivaldo e Aléssio; Sinval e Eliel. Para a minha surpresa e de todos os Alvinegros conseguimos assegurar um empate em 1 a 1. E ainda saímos na frente do placar, com um balaço de Perivaldo lá do meio da rua. É mole?Estávamos a uma vitória simples de um título internacional, até então inédito na história do clube, e com aquele time que sequer conhecíamos direito o elenco. Coisas Botafoguenses...
A grande final estava marcada para o dia 29 de Setembro em Caio Martins. Isso mesmo, Caio Martins!!! Como era possível o Fogão decidir um título internacional em Caio Martins? Fiquei revoltado na época, mas houve um mínimo, muito mínimo mesmo, bom senso por parte da diretoria e marcaram o jogo para o Maracanã. Digo mínimo, porque ainda que tenha sido marcado para o Mário Filho, não quiseram fazer daquele jogo um jogo de "final". A torcida alvinegra foi subestimada pelo próprio presidente do clube, que designou uma carga de 20 mil ingressos para a partida.
Não podia acontecer outra coisa a não ser o esgotamento daquela quota e cerca de o dobro da mesma(40 mil pessoas), ficarem do lado de fora do estádio. Não restou outra alternativa a não ser a abertura dos portões gratuitamente para aqueles "barrados no baile", apesar de que algumas das portas de acesso já tinham sido "devidamente abertas" por alguns torcedores mais exaltados. Não se sabe exatamente o público presente naquela noite, mas a olho nu e com minha experiência no estádio, posso afirmar que haviam entre 60 e 65 mil pessoas nas dependências internas.
O time entrou em campo meio que perplexo por aquela quantidade de gente presente. Os jogadores ficavam olhando para o anel do estádio parecendo não acreditar no que viam. Entraram em campo naquela noite:William"Bacana",Perivaldo,André,Cláudio,Clei;Nélson, Suélio e Aléssio;Marcelo, Sinval e Eliel.
O jogo começa e o time meio que assustado leva um gol logo no início, através do uruguaio Perdomo. A torcida, percebendo o nervosismo da equipe, passa a jogar junto e se torna um verdadeiro tormento para os uruguaios. Eles é que passavam a ter os nervos a flor da pele naquele momento, não acreditavam no que viam, a massa alvinegra estava enlouquecida e não parava de cantar o hino durante vários minutos seguidos. E vem o segundo tempo e o impossível se torna realidade: Com gols de Eliel e Sinval, o Botafogo vira o jogo e parece estar com as mãos na taça. Ledo engano.
Sempre digo que realmente existem coisas que só acontecem ao Botafogo e naquela noite então...
Uns vaiando pedindo o fim da partida,outros gritando "é campeão", outros chorando, alguns passando mal, gente infartando........ 45 minutos do Segundo Tempo, Otero chuta sem chances para William: 2 a 2.
Não era vivo em 1950, mas li e escutei de várias pessoas que estavam presentes naquela fatídica final da Copa do Mundo contra o Uruguai, sobre o tal do "maracanazzo". Senti uma espécie de "maracanazzo alvinegro" naquele momento. O estádio ficou completamente mudo de repente. O jogo terminava, a decisão seria nos pênaltis.
Sei lá quem venceu o maldito sorteio, mas não gostei quando vi que quem começaria a bater seria o Botafogo, não senti firmeza. Sinval corre pra bola e o goleiro uruguaio defende. Que tristeza.
O jogador do Peñarol pegou a bola pra bater o primeiro pênalti e ficou fazendo aquela catimba ururguaia pra cobrar e enervar mais o nosso time. Se danou, William Bacana pulou no canto certo e agarrou, estávamos vivos e a torcida enlouquecida e com seríssima hipertensão arterial, voltava a delirar no Maraca. Foi a torcida que venceu aqueles pênaltis. O Peñarol só marcaria um golzinho enquanto o Fogão faria 3 através de Suélio, Perivaldo e André. E me perguntava a causa daquilo, por que tinha que ter sido daquela forma, muuuuiiitttoooo sofrido, mas hoje em dia já sei, com o Botafogo nada é fácil, tem que ter sofrimento, caso contrário não tem graça.
Botafogo Campeão, delirante, enlouquecedor, inexplicável, só sei que varei a madrugada comemorando e olhando pra cara de nossos adversários regionais, incrédulos com aquela situação. O hit na ocasião era: "Nao é mole não, tem que me aturar, Botafogo é Campeão!!!)
E como tiveram que me aturar!!!
BOTAFOGO EMPATA COM LANTERNA:
FICHA TÉCNICA-AMÉRICA-RN 1 X 1 BOTAFOGO
AMÉRICA-RN
Sérvulo
Tony
Rogélio
Robson
Ney Santos
Marquinhos Mossoró
Berg
Reinaldo
Souza
Wesley Brasília (Binha)
Geovane (Vasconcelos)
T: Paulo Moroni
BOTAFOGO
Roger
Joilson
Renato Silva
Juninho
Thiago Marin
Túlio (Alessandro)
Diguinho (Adriano Felício)
Lucio Flavio
Leandro Guerreiro
Reinaldo (Magno)
Dodô
T: Cuca
Gols: Lucio Flavio, aos 6 minutos do 1º tempo; Geovane, aos 6 minutos do 2 tempo
Cartões amarelos: Túlio (BOT); Robson (AME)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)
Auxiliares: Griselildo de Souza Dantas (PB) e Humberto Alves de Abreu (PB)
Data: 04/11/2007
Estádio: Machadão, em Natal (RN)
| O | ||
sábado, 3 de novembro de 2007
FOGÃO JOGA BEM E GOLEIA CRUZEIRO NO ENGENHÃO:
FICHA DO JOGO:
BOTAFOGO 4 X 1 CRUZEIRO:
Botafogo:
Lopes
Joilson
(Alessandro)
Renato Silva
Juninho
Marquinho
(Thiago Marin)
Leandro Guerreiro
Túlio
Diguinho
(Coutinho)
Lucio Flavio
Zé Roberto
Dodô
T: Cuca
Cruzeiro:
Fábio
Jonathan
Leo Fortunato
Thiago Heleno
Ângelo
(Marcelo Moreno)
Ramires
Charles
Leandro Domingues
(Kerlon)
Wagner
Guilherme
Alecsandro
(Roni)
T: Dorival Júnior
Gols: Dodô, aos 5, Guilherme, aos 20, Túlio, aos 31, Joilson, aos 42 minutos do primeiro tempo; Juninho, aos 13 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Marquinho, Zé Roberto (Botafogo); Wagner (Cruzeiro)
Árbitro: Wilson Souza de Mendonça (Fifa-PE)
Auxiliares: Valter José dos Reis (Fifa-SP) e Renato Miguel Vieira (DF)
Data: 01/11/2007
Estádio: Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Público: 13.495 pagantes
Renda: R$ 101.955,00